Las mentiras del poder: Racismo puro
É preciso combater todas as formas de racismo
A FOTO
2012-08-22
2012-07-27
O FERNANDO SILVEIRA RAMOS e a despedida meio século depois
Não é fácil despedirmo-nos para sempre de um amigo, e muito menos ainda de um amigo com quem partilhámos intensamente, ao longo de meio século, tanto das nossas vidas!
Conheci o Fernando Silveira Ramos em 1962. Na altura, estávamos a estudar Engenharia Civil no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, eu no 4º ano e ele no 3º ano.
Ao longo deste meio século fomos forjando uma grande amizade e cumplicidade, cimentada na convivência e partilha de inúmeros actos e acontecimentos importantes das nossas vidas: a participação no movimento associativo estudantil; os respectivos namoros e casamentos; o nascimento e crescimento dos nossos filhos e netos; a militância política na luta contra a ditadura e na defesa da liberdade, da democracia e da justiça social; a actividade profissional iniciada no Serviço de Hidráulica do LNEC e, depois, continuada em muitos outros projectos e iniciativas; o serviço militar obrigatório que fizemos juntos em Mafra e em Tancos; os inúmeros fins de semana passados no Casarão, empreendimento que construímos na Ericeira com outros dois casais amigos e onde convivíamos com muitos outros, cozinhávamos belos petiscos, fazíamos bricolage na nossa oficina e tratávamos do nosso viveiro de pássaros; os muitos passeios e viagens que fizemos com as nossas companheiras e, por vezes, com os filhos e os netos, em Portugal e no estrangeiro.
Recordo, com muita saudade, essas viagens, como aquela que fizémos de férias na Tunísia, em Dezembro de 2006.
Recordo, com muita saudade, essas viagens, como aquela que fizémos de férias na Tunísia, em Dezembro de 2006.
O Fernando foi sempre uma pessoa alegre, bem disposta, participativa, com grande espírito de iniciativa e criatividade.
Quando o livro A FOTO estava a ser preparado, acompanhou sempre, com atenção e interesse, a sua elaboração, tendo participado com a Milú, sua companheira, nos dois almoços que fizemos na Ericeira para discutir a evolução dos respectivos trabalhos, contribuindo também com as suas críticas e sugestões.
Era inteligente, acutilante na argumentação, frontal, determinado e com grande capacidade de concretizar ideias, planos e projectos. Era uma pessoa séria, honesta, um homem solidário, de princípios e convicções.
Ao longo da sua vida, distinguiu-se sempre como um cidadão consciente e muito empenhado, assim como um excelente e reconhecido profissional, tendo prestado ao nosso país relevantes serviços.
Ao longo da sua vida, distinguiu-se sempre como um cidadão consciente e muito empenhado, assim como um excelente e reconhecido profissional, tendo prestado ao nosso país relevantes serviços.
Assim, no domínio da defesa da liberdade, da democracia e da justiça social, a sua intervenção iniciou-se logo nos tempos de estudante, enquanto activista do movimento associativo estudantil, tendo sido, no ano lectivo 1965/66, Presidente da Junta de Delegados de Curso da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico. Nesse período, foi também um acérrimo opositor da ditadura do Estado Novo. Após o 25 de Abril, foi dirigente do MDP/CDE durante quase 20 anos, até 1994, tendo participado depois, activamente, no processo da sua transformação no movimento Política XXI de que foi dirigente até 1999 e, na sequência, um dos fundadores do Bloco de Esquerda, integrando a sua primeira Mesa Nacional. No domínio profissional, para além da notoriedade e reconhecimento como Engenheiro Civil, especialista nas áreas da Hidráulica Marítima e da Engenharia Portuária, foi Técnico Superior do Laboratório Nacional de Engenharia Civil entre 1967 e 1972, integrou o quadro técnico da Consulmar - Projectistas e Consultores, Lda. desde 1970, tendo sido seu Director, bem como Administrador de várias empresas asociadas da área da Consultoria e Projecto, entre 1981 e 2011, e Presidente do Conselho de Administração da OC - Organização de Consultores, SGPS, SA, holding do grupo, desde 1997. Foi também membro dos órgãos de várias associações científicas e técnicas, entre os quais Presidente da Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores, entre 1998 e 2006, Vice-Presidente do Conselho Científico e Tecnológico do Instituto para a Ciência e Tecnologia do Mar, entre 1998 e 2002, e membro da Direcção do Centro da Engenharia das Ondas, entre 2003 e 2009.
Em consequência desta actividade, foi agraciado em 2005, pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial. Foi-lhe também atribuído, em 2009, o Prémio Fernando Abecasis de Excelência de Carreira, pela Delegação Portuguesa da International Navigation Association (PIANC) e, em 2010, o Prémio Secil de Engenharia Civil, em resultado da sua intervenção enquanto reaponsável pela Direcção e Coordenação Geral do Projecto do Molhe Norte da Barra do Douro e, em particular, pela relevância da sua contribuição para a criatividade das soluções técnicas adoptadas. O Prémio Secil de Engenharia Civil, instituído pela empresa Secil, SA em 1995 e cuja atribuição é organizada em colaboração com a Ordem dos Engenheiros, constitui o mais importante galardão da Engenharia Civil em Portugal, muitas vezes também qualificado como o Prémio Nobel da Engenharia Civil Portuguesa. Acompanhei de perto a construção desta importante obra de engenharia que decorreu praticamente toda durante o meu mandato como Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e tive o grande prazer de a inaugurar em Março de 2009. Lembro-me até de, no meu discurso de inauguração, ter referido tratar-se de um empreendimento que reunia todas as condições para se candidatar, com sucesso, a qualquer prémio, nacional ou internacional, atribuível a uma obra de engenharia civil. E, na realidade, assim veio a acontecer, com inteiro mérito, reforçado pelo facto de ser a primeira vez que o Prémio Secil de Engenharia Civil distinguiu uma obra marítima.
Um dos últimos projectos científicos em que o Fernando se envolveu profundamente foi o da concepção e contrução de um modelo reduzido de um equipamento que aproveitasse a energia das marés para "consumo" de um instrumento musical do tipo aerofone ou, por outras palavras, que aproveitasse o movimento das marés para comprimir ar num reservatório e utilizar esse ar comprimido para produzir música atraves de um órgão - o órgão de maré. O objectivo era vir a construir este equipamento na margem direita do troço terminal do estuário do rio Douro. A ideia foi desenvovida ao longo de alguns meses na nosa oficina do Casarão, na Ericeira, e eu tive o prazer de colaborar com o Fernando nesta fase do projecto. Divertímo-nos imenso com a evolução dos trabalhos e o Fernando até levou ao Casarão o organeiro do Convento de Mafra para discutirmos com ele a ideia e percebermos melhor como funcionava um órgão. A apresentação pública deste projecto foi feita pelo Fernando em Outubro de 2011, através de uma comunicação às 7.ªs Jornadas de Engenharia Costeira e Portuária da PIANC, realizadas no Porto.
Um dos últimos projectos científicos em que o Fernando se envolveu profundamente foi o da concepção e contrução de um modelo reduzido de um equipamento que aproveitasse a energia das marés para "consumo" de um instrumento musical do tipo aerofone ou, por outras palavras, que aproveitasse o movimento das marés para comprimir ar num reservatório e utilizar esse ar comprimido para produzir música atraves de um órgão - o órgão de maré. O objectivo era vir a construir este equipamento na margem direita do troço terminal do estuário do rio Douro. A ideia foi desenvovida ao longo de alguns meses na nosa oficina do Casarão, na Ericeira, e eu tive o prazer de colaborar com o Fernando nesta fase do projecto. Divertímo-nos imenso com a evolução dos trabalhos e o Fernando até levou ao Casarão o organeiro do Convento de Mafra para discutirmos com ele a ideia e percebermos melhor como funcionava um órgão. A apresentação pública deste projecto foi feita pelo Fernando em Outubro de 2011, através de uma comunicação às 7.ªs Jornadas de Engenharia Costeira e Portuária da PIANC, realizadas no Porto.
No início de 2008, foi diagnosticado ao Fernando um tumor carcinóide intestinal, doença relativamente rara, muito grave e difícil de controlar. Tanto eu como a Paula seguimos sempre, muito de perto, a evolução da sua doença, tendo-o acompanhado diversas vezes, bem como a Milú, nas suas consultas aos médicos, tanto em Portugal como no estrangeiro, onde o seu estado era regularmente seguido por especialistas neste tipo de doença.
Apesar de toda a atenção e acompanhamento que lhe foram dispensados pelos seus médicos, o seu estado de saúde sofreu, nos últimos meses, um nítido e rápido agravamento, tendo-lhe sido recomendada a substituição urgente de duas válvulas do coração. O seu estado de saúde já nem lhe permitiu ir à sessão de lançamento do nosso livro A FOTO, como muito gostaria. A intervenção cirúrgica ocorreu no dia 30 de Junho, mas o Fernando não conseguiu ultrapassar a fase pós-operatória, tendo falecido no dia 14 de Julho, com 71 anos de idade.
Eu e o Fernando tínhamos, em geral, uma forma muito fácil de comunicar, de “acertar agulhas”, mesmo quando abordávamos questões mais difíceis ou complexas: uma curta frase, mesmo uma só palavra ou um olhar bastavam para estarmos em sintonia. A nossa confiança mútua era inabalável. A Milú dizia muitas vezes que as nossas cabeças pareciam que se encaixavam perfeitamente, que se complementavam.
Mas tínhamos também, por vezes, muitas diferenças na forma como analisávamos situações, acontecimentos e problemas, o que dava origem a grandes e acesas discussões, a ponto de, quando a Milú e a Paula estavam presentes, elas se zangarem seriamente connosco e nos deixarem a discutir sozinhos. Mas nós dizíamos que essas discussões serviam para reforçar a nossa amizade.
Um dos motivos recorrentes de discussão tinha a ver com a maior ou menor urgência com que cada um de nós gostava de resolver um problema, ultrapassar uma dificuldade ou concretizar um objectivo:
- Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, dizia-lhe eu, ao que ele, invariavelmente, retorquia:
- Não faças hoje o que podes fazer amanhã.
Por isso não consigo compreender porque é que, desta vez, o Fernando não seguiu o seu critério e não adiou a sua partida. E custa-me muito ter de aceitar esta despedida.
2012-07-25
A FOTO
Mais uma referência ao livro, desta vez foi no jornal do INATEL TempoLivre Nº 239 de Julho/Agosto de 2012
Para quem não consegue ler o texto aqui vai:
Titulo: Jorge Sampaio apresentou livro
de Mário Lino
e Joaquim Letria
Jorge Sampaio, alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações e antigo Presidente da República, apresentou, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa o livro A Foto - Eo Reencontro Meio Século Depois, de Jaime Mendes, Joaquim Letria, José Gomes de Pina, Mário Lino, Noémia de Ariztia, Paula Mourão, Raimundo Narciso e Teresa Tito de Morais. A sessão contou com uma intervenção musical de Carlos Mendes. A obra tem origem numa fotografia tirada em 1963, no campo de futebol da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST), sendo escrita por oito dos estudantes retratados. Na época, eram activistas do movimento associativo universitário e liceal, que se destacaram pela luta determinada, no plano cultural e politico, contra a ditadura que então assolava Portugal
2012-07-11
"Uma foto oito itinerários"
O Jornal de Letras (11 a 24 de Julho de 2012) Na sua secção Ideias/Crónica, Estante traz uma recensão do livro a FOTO. Como não é assinada presumo que se trate da responsabilidade da direcção, eventualmente do director José Carlos de Vasconcelos.
2012-07-10
2012-07-02
Na sequência da cimeira da UE a cimeira d' A FOTO
Hoje, no palácio do "Quim Zé" reuniu-se a "tribo" d' A FOTO para um balanço do impacte no panorama literário nacional e internacional da publicação do livro e para delinear a estratégia para o futuro do euro. Por razões diferentes a Noémia, o Ernâni Pinto Basto e o Carlos Marum não puderam estar presentes e o resultado vai seguramente ressentir-se da ausência dos seus avisados conselhos. Falou-se na realização de um filme e também num segundo livro com o apelativo título proposto pela Teresa: "O que a FOTO não disse!".
O essencial das decisões tomadas é mantido secreto porque não queremos, antes de maior reflexão, vermo-nos assediados por produtores, realizadores cinematográficos, artistas e não só. Apesar destes cuidados já começámos a receber telefonemas da Beyoncé, do Hugh Grant e...? da Srª Merkel!
Não deixámos de fazer uma reflexão sobre os 4 a 0 com que a Espanha castigou a Itália e concluímos que a haver um segundo lugar a nós pertence porque só a penaltis a Espanha nos conseguiu vencer.
Para já e para atender aos inúmeros pedidos dos fãs do livro (cuja 1ª edição se encontra quase esgotada) deixamos aqui umas imagens do importante conclave.
2012-06-27
Mais fotos de futebol
Encontrei mais duas fotos tiradas no campo de futebol da AEIST.
Na primeira destas fotos, tirada no mesmo dia da foto da capa do nosso livro, vê-se a Paula a dar o pontapé de saída, sob o olhar vigilante do árbitro Santos Marques e o meu olhar expectante e duvidoso do que aquilo ía dar. E com razão porque, como se vê na foto inclusa no post do Jaime Mendes do dia 4 de Junho, que recorda o momento imediatamente posterior a este, a Paula, quando chutou a bola, fez voar o sapato e teve que me vir pedir apoio para a sua recuperação. É preciso ver que tudo isto se passava numa época em que era ainda muito raro as mulheres jogarem à bola.
Na segunda foto, tirada no mesmo local mas noutro dia, estão, da esquerda para a direita: em pé, eu, o Rui Martins e um voluntário que não identifico recrutado para jogar à baliza; e de cócoras, o José Gameiro e o Carlos Marum. Não sei qual foi a equipa adversária.
Na primeira destas fotos, tirada no mesmo dia da foto da capa do nosso livro, vê-se a Paula a dar o pontapé de saída, sob o olhar vigilante do árbitro Santos Marques e o meu olhar expectante e duvidoso do que aquilo ía dar. E com razão porque, como se vê na foto inclusa no post do Jaime Mendes do dia 4 de Junho, que recorda o momento imediatamente posterior a este, a Paula, quando chutou a bola, fez voar o sapato e teve que me vir pedir apoio para a sua recuperação. É preciso ver que tudo isto se passava numa época em que era ainda muito raro as mulheres jogarem à bola.
Na segunda foto, tirada no mesmo local mas noutro dia, estão, da esquerda para a direita: em pé, eu, o Rui Martins e um voluntário que não identifico recrutado para jogar à baliza; e de cócoras, o José Gameiro e o Carlos Marum. Não sei qual foi a equipa adversária.
2012-06-26
Comentários críticos pertinentes do António Redol
O nosso amigo António Redol, um dos participantes na foto da capa do livro (o primeiro em pé, à esquerda), enviou-nos um mail com dois comentários críticos muito pertinentes e que aqui divulgo.
O primeiro tem a ver com um erro na legenda da foto que está na página 12 do livro - o nome dele é António Mota Redol e não António Alves Redol. Este era o nome do seu pai, como bem sabemos. Acho que lhe são devidas as nossas sinceras desculpas por este lapso.
O segundo tem a ver com a forma como, por vezes, no livro (por exemplo, na Introdução e na contracapa) se designa por extenso a AEIST. A forma correcta é Associação dos Estudantes do IST, e não Associação de Estudantes do IST.
Como bem diz o António Mota Redol, esta foi uma questão que deu muita guerra com o Ministério da Educação, que queria o de, para defender que a AEIST só representava os estudantes que eram sócios da Associação, reduzindo assim a sua representatividade..Os estudantes sempre reivindicaram que era Associação dos Estudantes, porque defendia os interesses de todos os estudantes do IST e a todos igualmente representava.
Como também fui sempre muito sensível a esta questão, utilizei a forma correcta no meu texto, mas é compreensível que a outros mais afastados das lides aasociativas (como o Raimundo, autor da Introdução) porque estavam envolvidos noutras frentes de batalha, lhes escapasse a nuance.
Como é evidente, estes erros serão corrigidos na próxima edição (a primeira deve estar quase esgotada).
O primeiro tem a ver com um erro na legenda da foto que está na página 12 do livro - o nome dele é António Mota Redol e não António Alves Redol. Este era o nome do seu pai, como bem sabemos. Acho que lhe são devidas as nossas sinceras desculpas por este lapso.
O segundo tem a ver com a forma como, por vezes, no livro (por exemplo, na Introdução e na contracapa) se designa por extenso a AEIST. A forma correcta é Associação dos Estudantes do IST, e não Associação de Estudantes do IST.
Como bem diz o António Mota Redol, esta foi uma questão que deu muita guerra com o Ministério da Educação, que queria o de, para defender que a AEIST só representava os estudantes que eram sócios da Associação, reduzindo assim a sua representatividade..Os estudantes sempre reivindicaram que era Associação dos Estudantes, porque defendia os interesses de todos os estudantes do IST e a todos igualmente representava.
Como também fui sempre muito sensível a esta questão, utilizei a forma correcta no meu texto, mas é compreensível que a outros mais afastados das lides aasociativas (como o Raimundo, autor da Introdução) porque estavam envolvidos noutras frentes de batalha, lhes escapasse a nuance.
A FOTO no Expresso (dois comentários)
Gostava de fazer dois comentários ao texto de José Pedro Castanheira, que está no post anterior.
Primeiro:pelo menos na parte que me diz respeito, não me parece correcto dizer-se que o texto se refere «apenas de passagem e de forma dir-se-ia envergomhada, à militância comunista». O meu texto cobre apena o período de Agosto de 1959 a Outubro de 1965 e a minha militância no PCP iniciou-se em Outubro de 1964, tendo sido logo preso pouco tempo depois, em Janeiro de 1965. Por outro lado, o camarada através de quem estava ligado ao PCP deu, nessa altura, o salto para França, para evitar ser também preso. Pouco depois de ter siso posto em liberdade em Março de 1965, foi-me marcado um novo contacto com o PCP, mas o camarada com quem iria ter esse contacto foi preso um ou dois dia antes do nosso encontro. Um terceiro contacto com o PCP só veio a ter lugar mais tarde, já depois de ter acabado o curso de Engenharia: foi feito pelo Raimundo Narciso, tendo então ficado ligado à ARA (Acção Revolicionária Armada), em actividades de apoio, até ao 25 de Abril. Como se sabe, deixei de se membro do PCP em 1991 e de toda a minha militância comunista não há nada de que me tenha de envergonhar.
Segundo: face ao que acima digo, não vinha ao caso explicar «como foi possível a um comunista português obter, em plena Guerra Fria, um mestrado numa universidade dos EUA».
De qualquer forma, não há muito para explicar. Estive a fazer a pós graduação nos EUA entre Março de 1971 e Junho de 1972, no àmbito de um acordo entre o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) onde entâo trabalhava e a Colorado State University, o qual contou também com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Julgo que, nesse período, a PIDE não conhecia as minhas ligações ao PCP.
Primeiro:pelo menos na parte que me diz respeito, não me parece correcto dizer-se que o texto se refere «apenas de passagem e de forma dir-se-ia envergomhada, à militância comunista». O meu texto cobre apena o período de Agosto de 1959 a Outubro de 1965 e a minha militância no PCP iniciou-se em Outubro de 1964, tendo sido logo preso pouco tempo depois, em Janeiro de 1965. Por outro lado, o camarada através de quem estava ligado ao PCP deu, nessa altura, o salto para França, para evitar ser também preso. Pouco depois de ter siso posto em liberdade em Março de 1965, foi-me marcado um novo contacto com o PCP, mas o camarada com quem iria ter esse contacto foi preso um ou dois dia antes do nosso encontro. Um terceiro contacto com o PCP só veio a ter lugar mais tarde, já depois de ter acabado o curso de Engenharia: foi feito pelo Raimundo Narciso, tendo então ficado ligado à ARA (Acção Revolicionária Armada), em actividades de apoio, até ao 25 de Abril. Como se sabe, deixei de se membro do PCP em 1991 e de toda a minha militância comunista não há nada de que me tenha de envergonhar.
Segundo: face ao que acima digo, não vinha ao caso explicar «como foi possível a um comunista português obter, em plena Guerra Fria, um mestrado numa universidade dos EUA».
De qualquer forma, não há muito para explicar. Estive a fazer a pós graduação nos EUA entre Março de 1971 e Junho de 1972, no àmbito de um acordo entre o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) onde entâo trabalhava e a Colorado State University, o qual contou também com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Julgo que, nesse período, a PIDE não conhecia as minhas ligações ao PCP.
A FOTO no Expresso
No Suplemento ACTUAL do Expresso de 23 de Junho, José Pedro Castanheira escreve sobre o nosso livro. Aqui vai o seu texto:
2012-06-23
"A FOTO" - na Internet
"A FOTO" no Jornal I : http://www.ionline.pt/liv/foto-imagem-conta-historia-uma-geracao
O artigo de São José Almeida, no Público, não está online (ver digitalizado em post mais a baixo)
A reportagem do DN de 11 de Junho de 2012 não está online ( " " " " " " )
http://arepublicano.blogspot.pt/2012/06/foto-e-o-reencontro-meio-seculo-depois.html
http://arepublicano.blogspot.pt/2012/06/foto-e-o-reencontro-meio-seculo-depois.html
http://www.culturaonline.net/literatura/calendario/eventos/74761-a-foto-e-o-reencontro-meio-seculo-depois.html
http://www.facebook.com/events/191504260975662/?ref=nf
http://caminhosalomao.blogspot.pt/2012/06/bons-dias.html#comment-form
http://www.citador.pt/noticias/news/a-foto-e-o-reencontro-meio-seculo-depois
http://portadaloja.blogspot.pt/2012/06/os-aristocratas-da-nossa-esquerda.html
Amanhã, (23 de Junho) na secção de Livros do ‘Actual’ - A Foto. E o reencontro meio século depois, de vários autores (Âncora), por José Pedro Castanheira
http://aviagemdosargonautas.blogs.sapo.pt/1655341.html
http://www.ul.pt/portal/page?_pageid=173,1560989&_dad=portal&_schema=PORTAL
2012-06-21
FOTOS DA FOTO
Duas fotos de um campo de refugiados no Malawi, a primeira foto está a P/B na pagina 268 do LIVRO A FOTO" O Malawi era considerado o país mais pobre do mundo.....Na altura, o país era governado desde 1971 pelo Presidente Banda, vitalício. Em, 1993, o presidente foi derrubado e, curiosamente, o país tornou-se muito conhecido não pelos seus dramas humanitários mas pelo facto da Madona ter adoptado uma criança, o pequeno David Banda, embora a lei do Malawi não o permitisse."
Extracto do texto de Teresa Tito de Morais
2012-06-17
Eis como tudo se passou (2)
[Continuação
da troca de emails que levou ao reencontro e ao livro A FOTO... (1º post de troca de emails, em 2012 - 06 - 05, neste blog)]
…
Sempre era o meu sogro q esteve na reunião em Paris contigo e com o Álvaro Cunhal. Vou publicar qualquer coisa referente a isso no meu blog “A Viagem do Elefante”
Abraço
Jaime
[Jaime Mendes refere-se à 1ª reunião, clandestina, na escola de uma “mairie” dirigida pelo PCF, de delegações do recém-criado PS com o PCP, em Paris, em 11 de Setembro de 1973 – dia do golpe militar no Chile, chefiado por Pinochet. Eu (Raimundo Narciso) tinha dito ao Jaime Mendes que só me lembrava da presença de dois dos três elementos da delegação do PS: Mário Soares e António Macedo. Jaime Mendes informa-me - relembra-me - que o terceiro membro era o seu sogro, Tito de Morais]
Vamos, portanto, à primeira reunião plenária.
Um abraço
ML
Acho excelente a ideia, …Mas sou um defensor da "Memória", pelo que, por coerência, não poderia recusar.
Um abraço.
A. Mota Redol
Alinho no tal almoço, mas convém acertar a data, porque estou sempre a sair de Lisboa .
Abraço
C.M.
Ultimamente tenho pensado perguntar à Luísa Medeiros (Brito Mendes ) se não é a 6!!
A ideia do livro parece boa e ter pernas para andar. Da forma de ser atingida já deste algumas achegas. Tudo bem quanto ao encontro.
Agora a figura que identificas como o Fernando Rosas, a mim parece-me mais um colaborador da Associação da biblioteca ou turismo!
Um abraço
GP
Encontrei no Facebook o Luís Benard da Costa a quem pedi “amizade” Mas disse-me que não era quem procurávamos porque em 1963 tinha 11 anos. Depois concluiu que procurávamos o pai mas que este falecera em 2008. Agradeceu a fotografia que não conhecia.
Com a ajuda do Google …contactarei uma Amélia Santos Marques, do museu de Lanifícios da Covilhã que é da família do nosso ex-colega João Santos Marques.
Quanto à miúda, a do meio, continuo sem saber quem é. Nem Nosso Senhor Google me está a ajudar. Pensei que pudesse ser a Teresa Bento. Não sendo Fica como a nossa Mata Hari...
Abraço
Raimundo Narciso
Um abraço
Jaime
Um abraço do
Joaquim Letria
______________________
O primeiro encontro
ocorreu em 17 de Abril de 2010, na casa da Teresa Tito de Morais e do Jaime
Mendes no Ribatejo. Do grupo inicial de 21 colegas, dois já tinham
falecido, José Gameiro e Luís Bénard da
Costa. Uma moça nã conseguimos descobrir, ainda, quem é. Apesar dos esforços expendidos só
conseguimos juntar 12 dos 19 sobreviventes, com as respetivas famílias e
muitas, muitas histórias para contar. Estiveram presentes, além dos que vieram
a ser os oito autores do livro, António
Redol, Mário Neto, Ernâni Pinto Basto e
Carlos Marum. Ausentes nestes convívios por razões diversas: João Santos
Marques (a viver na região da Covilhã) , Fernando Rosas, Rui Martins, Albano
Nunes, Marília Vilaverde Cabral e João Resende.
Os emails que se seguem respondem à proposta de Raimundo para que escrevam um livro, proposta feita num email de Janeiro de 2010 reproduzido aqui.
De: Jaime Mendes
Enviada: quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010 15:35
Para: Raimundo Narciso
Assunto: Re: Livro
Acho uma
excelente ideia. Temo que pelo menos uma pessoa recuse. Mas vamos para a
frente.Enviada: quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010 15:35
Para: Raimundo Narciso
Assunto: Re: Livro
…
Sempre era o meu sogro q esteve na reunião em Paris contigo e com o Álvaro Cunhal. Vou publicar qualquer coisa referente a isso no meu blog “A Viagem do Elefante”
Abraço
Jaime
[Jaime Mendes refere-se à 1ª reunião, clandestina, na escola de uma “mairie” dirigida pelo PCF, de delegações do recém-criado PS com o PCP, em Paris, em 11 de Setembro de 1973 – dia do golpe militar no Chile, chefiado por Pinochet. Eu (Raimundo Narciso) tinha dito ao Jaime Mendes que só me lembrava da presença de dois dos três elementos da delegação do PS: Mário Soares e António Macedo. Jaime Mendes informa-me - relembra-me - que o terceiro membro era o seu sogro, Tito de Morais]
De: Mário Lino Correia
Enviada: sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010 10:58
Para: Raimundo Narciso
Assunto: RE: Livro
De uma
maneira geral, a coisa parece estar bem pensada.Enviada: sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010 10:58
Para: Raimundo Narciso
Assunto: RE: Livro
Vamos, portanto, à primeira reunião plenária.
Um abraço
ML
De: Antonio Redol
Enviada: sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010 15:12
Para: Raimundo Narciso
Assunto: Re: Livro
Meu caroEnviada: sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010 15:12
Para: Raimundo Narciso
Assunto: Re: Livro
Acho excelente a ideia, …Mas sou um defensor da "Memória", pelo que, por coerência, não poderia recusar.
Um abraço.
A. Mota Redol
De: carlos ferreira marum
Enviada: sábado, 23 de Janeiro de 2010 12:51
Para: raimundo
Assunto: RE: Vidas
… A
ideia parece-me muito gira, sobretudo se os 19 - que até parece estarem todos
vivos!!- participassem duma maneira ou de outra ; mas de grande
dificuldade de execução , até porque há muitas vidas que se cruzam, afectos
e até rancores que se avivam, protagonismos que emergem,
branqueamentos e revisionismos à espreita ! No entanto trata-se de um
projecto que apesar de difícil é aliciante se o soubermos bem levar a
termo ! Enviada: sábado, 23 de Janeiro de 2010 12:51
Para: raimundo
Assunto: RE: Vidas
Alinho no tal almoço, mas convém acertar a data, porque estou sempre a sair de Lisboa .
Abraço
C.M.
Ultimamente tenho pensado perguntar à Luísa Medeiros (Brito Mendes ) se não é a 6!!
De: Gomes de Pina
Enviada: domingo, 24 de Janeiro de 2010 17:46
Para: 'Raimundo Narciso'
Assunto: RE: Colegas
Caro RaimundoEnviada: domingo, 24 de Janeiro de 2010 17:46
Para: 'Raimundo Narciso'
Assunto: RE: Colegas
A ideia do livro parece boa e ter pernas para andar. Da forma de ser atingida já deste algumas achegas. Tudo bem quanto ao encontro.
Agora a figura que identificas como o Fernando Rosas, a mim parece-me mais um colaborador da Associação da biblioteca ou turismo!
Um abraço
GP
De: Raimundo Narciso
Enviada: sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 20:00
Assunto: Livro Colegas
Caros AmigosEnviada: sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 20:00
Assunto: Livro Colegas
Encontrei no Facebook o Luís Benard da Costa a quem pedi “amizade” Mas disse-me que não era quem procurávamos porque em 1963 tinha 11 anos. Depois concluiu que procurávamos o pai mas que este falecera em 2008. Agradeceu a fotografia que não conhecia.
Com a ajuda do Google …contactarei uma Amélia Santos Marques, do museu de Lanifícios da Covilhã que é da família do nosso ex-colega João Santos Marques.
Quanto à miúda, a do meio, continuo sem saber quem é. Nem Nosso Senhor Google me está a ajudar. Pensei que pudesse ser a Teresa Bento. Não sendo Fica como a nossa Mata Hari...
Abraço
Raimundo Narciso
De: Raimundo Narciso
Enviada: segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 01:51
Para: Mário Lino Correia, Antonio Redol, Jaime Mendes
Enviada: segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 01:51
Para: Mário Lino Correia, Antonio Redol, Jaime Mendes
De: Raimundo
Narciso
Enviada: segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 01:51
Para: Mário Lino Correia, Antonio Redol, Jaime Mendes
Assunto: FW: livro
Enviada: segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 01:51
Para: Mário Lino Correia, Antonio Redol, Jaime Mendes
Assunto: FW: livro
... Jaime ainda
não me disseste se vocês têm alguma relação estimável com o Albano e com a
Marília e se podem convidá-los. E o Joaquim Letria? Não esqueças. Também não
tenho nenhuma pista para o suposto João Resende. Se é quem penso esteve comigo
numa reunião do CC do PCP, em Paris, em 1973. Foi preso quando regressou a
Portugal…
Abraço
Raimundo
De: Jaime
Mendes
Enviada: segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 14:00
Para: Raimundo Narciso
Assunto: Re: Livro Colegas
O local para
a nosso encontro pode ser na minha " datcha ", quero dize,
"cottage " perto de Santarém. Um sábado era um bom dia. A Teresa
garante que a moça não identificada e que tu já intitulas de “nossa Mata Hari”
não é a Teresa Bento.Enviada: segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 14:00
Para: Raimundo Narciso
Assunto: Re: Livro Colegas
Um abraço
Jaime
De: Joaquim Letria
Enviada: domingo, 21 de Fevereiro de 2010 21:15
Para: raimundo narciso
Assunto: Re: Livro colegas
Enviada: domingo, 21 de Fevereiro de 2010 21:15
Para: raimundo narciso
Assunto: Re: Livro colegas
Meu caro,
Agora, tudo
ok. Recordo-me duma conversa acidental, recente, que tive com o Albano Nunes em
que ele me perguntava se eu tinha fotos, ou documentos associativos, que o
envolvessem a ele e que eu lhe pudesse fazer chegar. Confesso que me comoveu a
justificação do pedido: tem um filho adolescente que não conhece nada do pai
para trás e ele gostaria, por exemplo, de ter uma foto enquanto jovem para lhe
mostrar, mas o período longo de clandestinidade "limpou-o" de
qualquer tipo de "recordações". A foto já aqui está, o endereço dele
é que desconheço para além do da Soeiro…
Meu caro,
Fico a aguardar novidades e à disposição para o que possa ajudar!Um abraço do
Joaquim Letria
______________________
2012-06-16
"A FOTO" hoje, no jornal I
O jornalista Nuno Ramos de Almeida entrevistou-os e o fotógrafo Manuel Vicente captou-lhes a imagem. Esta em que estão um pouco mais velhos porque a seguinte é de 1963.
2012-06-15
AS OUTRAS FOTOS
Muitas fotos enviadas pelos autores, tiveram de ser eliminadas para permitir uma edição ideal do livro A FOTO.
Coloco aqui algumas fotos que foram dispensadas e outras que nem cheguei a enviar
Casa onde nasci, a cruz assinala o local onde
ficou a placa do consultório
as 2 equipas que se defrontaram
Coloco aqui algumas fotos que foram dispensadas e outras que nem cheguei a enviar
Casa onde nasci, a cruz assinala o local onde ficou a placa do consultório
as 2 equipas que se defrontaram
Fim da recruta em Vendas Novas Março de 75, estou na 2º fila de pé o último à direita, com barbas
2012-06-14
Discurso do Magnífico Reitor no 10 de Junho
Em homenagem ao Magnífico Reitor, que solicitamente cedeu o Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa para o lançamento do nosso livro "A Foto"
2012-06-13
Ecos do lançamento de A FOTO
Notícia publicada no Diário de Notícias de 12 de Junho.
Lamentavelmente, o jornalista esqueceu~se, certamente por lapso, de inserir o nome da Noémia de Ariztía como uma das autoras do livro. Aliás, uma autora que está na génese do livro (ver o capítulo Introdução) e escreveu um capítulo muito bonito, cheio de aventuras e belas recordações.
Lamentavelmente, o jornalista esqueceu~se, certamente por lapso, de inserir o nome da Noémia de Ariztía como uma das autoras do livro. Aliás, uma autora que está na génese do livro (ver o capítulo Introdução) e escreveu um capítulo muito bonito, cheio de aventuras e belas recordações.
2012-06-12
A FOTO e a AMIZADE ou a AMIZADE e A FOTO
O salão nobre da Universidade de Lisboa foi pequeno para a assistência que acorreu ao lançamento do livro A FOTO. Muitas pessoas acabaram por assitir de pé às intervenções de António Baptista Lopes, o editor, em nome da Âncora, Raimundo Narciso, em representação dos autores, do reitor António Nóvoa, nosso anfItrião e de Jorge Sampaio, na qualidade de antigo colega dos autores e apresentador do livro. O ambiente era o de proximidade e cumplicidade. Quase o de um convívio dos anos 60, ali evocados. A grande maioria eram amigos de todos ou de algum dos autores. As palavras ditas aos convidados evocaram a luta estudantil pela liberdade, no tempo da ditadura fascista, a coragem e abnegação de centenas ou milhares de jovens que arriscaram a liberdade, a segurança no seu dia a dia, o seu futuro profissional, que foram presos, torturados, condenados ao exílio ou obrigados à clandestinidade. Sempre sublinhada, nas intervenções, a AMIZADE, como leit motiv que guiou o reencontro dos amigos da foto e a escrita do livro que dele é a sua mensagem.
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Outra dimensão ao alcance de um clique
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